sábado, 2 de agosto de 2014

Nosso manto...

Uniforme...

Parte 2

Hoje o Milan mantém o seu tradicional vermelho e preto, mas o uniforme atual possui um design mais arrojado e moderno.


O novo uniforme, marca a volta do brasão da cidade de Milão, como símbolo do time.



Nosso manto...

Uniforme...

Parte 1

Somos conhecidos pelo belíssimo manto vermelho e preto, o clube teve desde os seus primórdios essas cores como a base de seu uniforme, escolhidas pelos ingleses Herbert Kilpin e Alfred Edwards. O vermelho foi escolhido por representar o “ardor de fogo” dos jogadores e o preto o “medo dos rivais” em jogar contra o clube. As primeiras vestimentas da equipe tiveram listras bem finas, calções brancos e meias pretas, com o logotipo sendo apenas a bandeira da cidade de Milão (branca com uma cruz vermelha ao centro, parecida com a da Inglaterra, mas centralizada).
Primeira camisa do Milan e 1900 à 1910
Primeira camisa do Milan de 1900 à 1910
Com o passar dos anos, o calção preto também ganhou destaque e deu ainda mais imponência ao uniforme do clube. Como segunda opção, o Milan passou a utilizar já na década de 1910 um uniforme todo branco, que acabou virando um talismã após a conquista da Liga dos Campeões da UEFA de 1963, vencida exatamente com essa combinação. A partir daquele ano, o clube disputaria quase todas as suas finais continentais de camisa, calção e meias brancos e venceria seis das oito que disputou utilizando essa combinação (e apenas uma das três que disputou vestindo o vermelho e preto).
camisa branca do Milan 1963
Talismã milanista usado no primeiro título da Champions em 1963
Durante as décadas, a equipe fez poucas variações em seus uniformes, adotando listras mais finas ou mais grossas em determinadas épocas ou faixas horizontais em vermelho e preto na camisa branca.
Camisa do Milan 1910
Por décadas não houveram grades variações, mantendo assim o padrão vermelho e preto.
Mesmo bem tradicional, o clube já teve algumas camisas diferentes e peculiares. Nos anos 40, uma camisa preta com uma faixa horizontal vermelha foi utilizada, bem como outra toda vermelha com uma faixa horizontal preta. Nos anos 80, a camisa branca ganhou várias listras vermelhas e pretas na horizontal e ainda faixas vermelhas na vertical, fugindo completamente do padrão do clube. Nos anos 90, o clube também entrou na onda das camisas exóticas do período e jogou de dourado, azul (!) e vermelho entre os anos de 1994 e 1999.
Camisas exóticas do Milan nos anos 80 e 90, sendo a última, do goleiro.
Camisas exóticas do Milan nos anos 80 e 90, sendo a última, do goleiro.
Nos anos 2000, o Milan ousou bem pouco em seus mantos e fez com que o preto e vermelho voltassem a todo vapor, com leves aparições de camisas pretas ou na cor dourada, que retornou ao uniforme do time para a temporada 2013-2014. A torcida espera que o brilho do ouro possa reascender a chama copeira do gigante de Milão, que adormece desde 2007 em seu vertiginoso leito com quatro títulos mundiais, sete Ligas dos Campeões, cinco Supercopas da UEFA, duas Recopas da UEFA e outros tantos torneios nacionais.
Camisas do Milan 2007-2008

Heróis...

Heróis...

Parte 3

Brasileiros
A história do clube também é marcada pela presença de muitos craques brasileiros como:
José Altafini BrasilAtacante1958–1965248161
Amarildo (Amarildo Tavares da Silveira) BrasilAtacante1963–196713138
Cafu BrasilZagueiro2003–20081483
Dida (Nélson de Jesus Silva) BrasilGoleiro2000–2360
Kaká BrasilMeio-campo/Atacante2003–200919360
Leonardo (Leonardo Araújo) BrasilAtacante1997–200312430
Serginho (Sergio Claudio dos Santos) BrasilZagueiro/Meio-campo1999–200826724
Angelo Benedicto Sormani BrasilAtacante1965–197018067
E muitos outros.
Já passaram pelo clube outros brasileiros, como o meio-campista Kaká, eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA, e o goleiro Dida, que foi titular da seleção brasileira na Copa de 2006, na Alemanha. No Brasil, ele atuou pelo Cruzeiro e Corinthians.
O volante Emerson, que disputou três Copas do Mundo pela seleção brasileira, também fez parte do elenco rossonero a partir de agosto de 2007. A maior aquisição do clube para a temporada 2008/09 foi sem dúvida, o ex-estrela do Barcelona, Ronaldinho Gaúcho.
Alexandre Pato,revelado pelo Internacional-RS e contratado a peso de ouro pelo Milan, só pôde atuar em partidas oficiais pela equipe a partir de 2008 - ele foi contratado em agosto de 2007 pelo time italiano.

Heróis...

Heróis...

Parte 2

O sueco Nordahl, maior artilheiro da história do Milan, foi também o primeiro grande craque a aparecer na equipe italiana. O jogador foi artilheiro do Campeonato Italiano cinco vezes, além de ter ganho dois scudettos (títulos do Campeonato Italiano) com a camisa rubro-negra.





Mais um nome de grande destaque foi o brasileiro Altafini, conhecido pelo apelido de Mazzola. Ele foi um dos principais jogadores do cluibe na década de 1960, quando a equipe rossonera venceu suas duas primeiras Ligas dos Campeões. Na temporada 1961/1962, na qual o time rubro-negro ganhou a Série A, ele foi artilheiro do Campeonato Italiano.
A maioria dos grandes craques da história do Milan figura na história recente do clube. São os casos dos zagueiros Maldini e Costacurta, do atacante Marco Van Basten e, mais recentemente, o meio-campista brasileiro Kaká, principal jogador e artilheiro da Liga dos Campeões vencida pela equipe milanista em 2006/2007.
Apesar disso, o grande símbolo desta época vitoriosa do time rubro-negro foi o zagueiro Franco Baresi, considerado um dos maiores a jogar na sua posição em todos os tempos. Ele é um dos poucos atletas que jogaram toda a sua carreira em apenas um clube e era o líder da defesa do Milan na década de 1990. Baresi foi jogador da equipe rubro-negra durante 20 anos.






Heróis...

Heróis...

Parte 1


O passado "rossonero" tornou-se uma lenda, mas os presidentes, treinadores e jogadores entraram para a história.

Nomes de importantes personalidades esportivas marcaram a trilha da história Milanesa, desde o inglês Alfred Edwards, que dois anos após a fundação conquistou o primeiro troféu rossonero, até Sílvio Berlusconi, o presidente que mais vitórias obteve.


     (Silvio Berlusconi, na conquista do Mundial de 2007)



Uma grande equipe é reconhecida pelas suas estratégias de jogo e pela escolha dos seus dirigentes, além dos treinadores que foram essenciais nos títulos rossoneros e no banco de reservas do estádio San Siro sentaram-se os maiores técnicos do futebol italiano, como Gipo Viani, Nereo Rocco e Nils Liedholm, os mestres dos anos 60, dos quais Arrigo Sacchi e Fabio Capello receberam a herança, baseando sua filosofia tática e estratégica em um futebol moderno, brilhante e espetacular.

O templo...

O templo...

O templo, que nós rossoneros chamamos de San Siro, foi inaugurado em 19 de setembro de 1926 com capacidade inicial de 150 mil pessoas, em Milão na Itália.



O San Siro foi considerado por muito tempo como o maior estádio do mundo, com um recorde de público de 105.589 pessoas. Os custo da obra na época, foi algo equivalente, a 3,5 milhões de euros de hoje.

Os estádio foi um presente de Piero Pirelli, então presidente do Milan, à "sua" Milão. Em 1935 o Milan vendeu o estádio ao Município, que três anos depois, decidiu reformá-lo. O futebol tornava-se cada vez mais um fenômeno de massa e o San Siro precisou adequar-se. O projeto de ampliação, estudado pelo arquiteto Rocca e pelo engenheiro Calzolari, possuía estruturas pré-existentes que sustentavam um sistema de arquibancadas e uma série de rampas de acesso externo. A capacidade, na sua orígem, era de 150 mil lugares, mas acabou sendo reduzida para menos de 100 mil lugares, por uma deliberação do Município de Milão, em 1952. As obras foram concluídas em 1939 com uma despesa de 5.100.000 de liras e a re-inauguração do novo estádio modernizado aconteceu em 13 de maio de 1939, com a partida Itália X Inglaterra, que terminou empatada em 2 X 2 e resultou numa arrecadação de 1.200.000 de liras.

   (Nos dias de hoje)

Durante anos era o estádio do Milan. Só mais tarde, em 1947, a nossa eterna rival Internazionale começou a jogar no estádio. No dia 3 de março de 1980, o estádio foi rebatizado oficialmente como Giuseppe Meazza em homenagem ao jogador, ídolo da nossa torcida, morto um ano antes.


terça-feira, 29 de julho de 2014

O começo...

A reunião

Em 16 de dezembro de 1899, Herbert Kilpin e Alfred Edwards, dois amigos ingleses que moravam em Milão, reunidos em um quarto do Hotel Du Nord, resolveram discutir suas preferências esportivas e em conseqüência fundar oficialmente o MILAN FOOTBALL & CRICKET CLUB